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terça-feira, 31 de maio de 2011 | 0 Comentários

19ª GayMada reúne mais 500 pessoas no domingo


O que começou com um simples jogo de queimada entre amigos, se tornou um grande evento de diversão para os LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros). Na tarde de domingo (29), no estacionamento do Kart, aconteceu a 19ª edição da GayMada – jogo de queimada entre os gays e simpatizantes do Distrito Federal. Às 17h, uma concentração de mais de 500 pessoas já estava no local. O projeto que teve sua última edição cancelada, acontece todo último domingo do mês, no estacionamento 11, a partir das 14h.

Conforme explicou um dos quatro organizadores da festa, o estudante Welton Kardeck, no início, o jogo de queimada era realizado com 10 amigos. “Nós utilizávamos os sites de relacionamento para combinar o jogo. Com o tempo, muitas pessoas ficaram sabendo e se tornou o que é hoje”, explicou Welton. Segundo ele, o evento é um lugar onde as pessoas podem se expressar sem medo. “Queremos garantir à essas pessoas um lazer livre, que é difícil encontrar em Brasília. A primeira edição aconteceu em 2008 mas não deu muita gente. Nesses últimos anos a quantidade de pessoas vem nos surpreendendo”, afirmou.

Michael Richard, outro organizador, disse que o jogo é composto por duas equipes. “As pessoas que vestem a camisa verde representam os ativos e os laranja, os passivos. Nosso trabalho também é de prevenção e conscientização. Mostramos à elas seus direitos e deveres”. Ele afirma a atividade tem a proposta de ensinar aos LGBTs como se comportarem em uma abordagem negativa. “Com isso, eles conseguem identificar um ato de homofobia”, declarou o organizador. A segurança do local é realizada pelos policiais do Parque. A GayMada é realizada pelo Gay1.

Público aprova - Para a estudante Maíra Campelo, 18 anos, que sempre esteve presente nas edições passadas, o evento deveria acontecer também nas cidades satélites. “As vezes é complicado vir para cá porque tem gente que mora longe. Eu acho que se a festa acontecesse em outras regiões, as pessoas que não estão no meio GLS entenderiam como o nosso projeto é saudável”, opinou. Já a sua colega, a secretária Alessandra Nunes, 27 anos, acredita que o GayMada consegue quebrar barreiras. “Muitas pessoas pensam que nós gays só pensamos em besteira. Porém, quem vier aqui comprova que o que queremos é respeito”, ressaltou.


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